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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Conceição da Pedra - Seus poetas e sua gente - 2














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Casa da Sra. Adalgisa Japiassu -
A última casa antiga da Pedra

Conceição da Pedra - Pernambuco
Seus poetas e sua gente - 2

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Ubiratan e Pintor "in aboio" no Bar de Gildo - Pedra - PE

PEDRA E SEU SISTEMA REGIONAL


BEM HUMORADA CRÔNICA DE UMA ÉPOCA

de
Juvenal Barbosa Cavalcanti
1

Pedra de gente nobre
Cortês, humilde e feliz.
Do velho José Diniz
E Budá matando os pobres.
Eu sei que a turma encobre
O lado do desprazer
E continua a sofrer.
É bem franco o seu futuro,
Isso aí eu também juro
Que na Pedra ninguém vê.

2

Valença baixar o bucho,
O velho Orestes engordar,
Dadi velho se casar,
Chiquinho de Branca ter luxo,
Ataíde errar cartucho,
Nem Joelzinho crescer,
Pio deixar de beber,
Ismael adorar Santo.
Essas coisas eu garanto
Que na Pedra ninguém vê.

3

Franqueza de Ananias,
Simpatia em Laudemiro,
Beleza em Cassimiro,
Toinho sem freguesia,
Anália sem grosseria,
Antônio de Amado com prazer,
Elias Ferreiro fazer
Um serviço de futuro.
Essas coisas eu também juro
Que na Pedra ninguém vê.

4

Julieta sossegada
Jonas sem dar notícia,
Dioclécio sem polícia,
Helciza ser casada,
José Pessoa em vaquejada,
Gentil Mariano beber,
Nem Zé do Leite fazer
Uma farra para amigo.
Essas coisas eu também digo
Que na Pedra ninguém vê.

5

Zé Tampinha andar cheiroso,
Humberto ser verdadeiro,
Baga ser bom pedreiro,
Genésio ser caridoso,
Wilde ser corajoso,
Gobira sentir prazer,
Ofélia Neiva dizer
Sou boa de simpatia.
Isto eu juro todo dia
Que na Pedra ninguém vê.

6

Seu Elias deixar casada,
Zé Cardeal ser vistoso,
Waldemar não ser vaidoso,
Abdon esquecer chuvada
E olhando a nuvem chover,
José Maria não prometer,
Luizão vender barato.
São coisas que eu relato
Que na Pedra ninguém vê.

7

Arlindo pagar bicada,
Macaca ter paradeiro,
Virgílio cantar toada,
Artur tangendo boiada,
Zé Bolinha envelhecer,
Filho de Xavier nascer,
Juvenal deixar de rimar.
Eu também posso afirmar
Que na Pedra ninguém vê.



Pedra, Semana Santa de 2009.



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